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"É necessário também um momento especial para reconhecermos as diferenças entre nós e os outros."
Hugo Hofmannsthal
E chega uma hora em que a gente se dá conta que cresceu. Não só em estatura, mas cresceu na vida, cresceu no trabalho, cresceu na mente, cresceu em atos e palavras.
É bom perceber que os 15 anos passaram, que agora eu simplesmente falo o que eu quero, em vez de mandar recado pela amiguinha da escola pro menino bonito da outra turma. Transbordo tanta segurança e confiança no que sou e no que quero que eventualmente me assusto, sem me arrepender, do que faço para atingir minha meta. Talvez haja em mim perseverança demais. Talvez muita crença no próximo. Não sei. Independente disso me orgulho do que me tornei e da forma como tenho conduzido minha vida ao longo destes 33 anos.
Acredito que diferenças, em sua maioria, podem ser superadas ou contornadas, desde que haja um motivo maior para isto. Acredito que se unidas por um mesmo objetivo, as pessoas podem fazer coisas ótimas e de uma forma fantástica. Acredito simplesmente na boa vontade e na atitude. Isso sim pode fazer milagres. Mas acredito também que sem tentar, sem arriscar... é impossível conseguir qualquer coisa, por mais simples que seja. Empregos não batem à porta, amores não caem no colo, eu não vou sair pra ir ao mercado e ser pega de surpresa por uma chuva de dinheiro.
Tudo depende de atitude! Atos e palavras, interligados, coerentes.
MP é o maior exemplo de sonho realizado que tenho. Meus amigos são o maior exemplo de boas escolhas que tenho feito. Meu trabalho é o meu maior exemplo de satisfação e evolução. Meu pé quebrado é meu maior exemplo de superação e força de vontade. Libertar-me de pessoas que me faziam mal é meu maior exemplo de amor-próprio e força de vontade.
Muita coisa pode ser melhorada, e deve ser! Muitos exemplos não foram citados, muitos outros surgirão e novos sonhos, novas metas, novas escolhas estão à minha frente. Mas o primeiro passo foi dado. Me sinto plena no momento em que me encontro e isto, pelo menos até amanhã, me basta.
sábado, 22 de novembro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Nós não temos tesouras
Helloooooo!
Continuando: no sábado os meninos vieram nos buscar, mas eu fui picada pelo tsé-tsé e fiquei no hotel dormindo enquanto a Flávia foi com eles.
No sábado à noite, fomos no Boteco das Onze, que é um restaurante/bar/balada que fica na Casa das Onze Janelas (procurem no google o que é, muita coisa pra explicar).
Para tanto, pegamos um taxi, um palio, aqui na porta do hotel. O motorista estranhíssimo, não respondia quando falávamos com ele, fechava vários carros e corria muito pra uma noite de chuva.
Já na porta, uma fila de espera e muita gente querendo bater no 'porteiro' que era um grosso mal-educado e não fazia questão de ser gentil com ninguém.
Por um momento fiquei feliz por ter levado a câmera, afinal, a qq momento eu poderia registrar o porteiro apanhando da mulherada de salto.
Finalmente, depois de alguns bons minutos de espera, entramos no bar. Lá dentro, pedimos algumas coisinhas, enquanto eu tentava sentar confortavelmente numa cadeira que tinha o assento quase na altura da mesa. Ou seja, era impossível encaixar minha perna super fina ali.
Resolvemos fazer uma foto dos nossos meninos, Goofy e Flik. Para isso, levamos os dois perto da choppeira da Brahma, no balcão do bar, e ficamos posicionando, medindo luz, enquadrando os dois, até percebermos que uma fila nada pequena de garçons se formava atrás de nós, querendo nos matar, provavelmente tentando entender o quê exatamente estávamos fazendo com aqueles bonecos e câmeras ali.
Voltamos à mesa, pedimos a conta, enquanto Flávia se chacoalhava ao som de carimbó e viermos para o hotel.
No domingo pela manhã, fomos a uma escola aqui do lado do hotel para justificar nossos votos.
Durante a semana, a mãe da Flávia, entrou na internet, no site do Tribunal Regional Eleitoral e baixou o formulário de justificativa para que já levássemos tudo preenchido no domingo. Assim fizemos.
O supervisor da zona eleitoral conferiu nossos papéis e nos indicou a sala onde deveríamos ir. Ficamos na fila. Retiramos uma senha, para então entrar na fila interna da sala. Ou seja, era a fila da fila. Sentadas dentro da sala, aguardávamos umas 10 pessoas que estavam na nossa frente também para justificar e votar.
Um cidadão foi votar e eis que: PIIIII - PIIIII - PIIIII!
A máquina disparou aquele som da confirmação do voto. E não parava nuuuuuunca mais. Um barulho quase nada irritante, que nos prendeu por mais uns 15 minutos naquela sala quase nada abafada.
Resolvi verificar se alguma outra sala teria uma fila menor e uma urna que funcionava (descobrimos através de um dos mesários da sala bichada que mesmo para justificar precisaríamos da urna eletrônica). Encontrei uma sala sem fila, e coloquei a cabeça lá dentro para certificar-me de que não havia a tal da fila interna, e um senhorzinho, veio em minha direção, quase me beijando e disse: a senhor precisa de um informativo? (acho que ele queria saber se eu precisava de informações)
Trouxe a Flávia e ficamos na fila iniciada por mim, para justificar naquela sala.
Uma moça chegou dois segundos depois de nós, mas colo ela gostou muito, mas muito mesmo de mim, ela ficou COLADA atrás de mim e obrigou a Flávia a ser a terceira na fila. INCRÍVEL! Ela estava literalmente me encoxando. Eu nunca imaginei que seria encoxada por uma mulher. Mas enfim, como era por pouco tempo e eu queria sair logo dali, desencanei.
Mais tarde eu soube que uma senhorinha atrás da Flávia fez a mesma coisa com ela. E ainda se sentiu ofendida quando a Flávia reclamou pedindo que ela se afastasse.
Corpo a corpo é um costume de boas vindas dos cidadãos daquele quarteirão.
Como é que alguém poderia reclamar de um ato tão caloroso?
É. Nós somos irresistíveis e insensíveis.
Entrei na sala e já entreguei meu papel impresso em uma folha A4 para a mesária que me disse:
- Tem que ser no nosso formulário.
- Pq? Eu peguei este no site do TRE.
- Sim, ele é válido, mas ele não tem picote, e eu não tenho tesoura.
Ok, o sangue subiu, mas eu precisava sair dali, então, fui preencher.
Ao terminar de preencher, uma maluca, que brotou do chão da sala, encostou em mim (povo grudento) e disse: esta caneta é daqui ou sua? - ao mesmo tempo que tirava delicadamente a caneta da minha mão.
- É minha.
- Ah, então me empresta?
- Já tá na sua mão, né.
Fui até a mesária não portadora de tesouras e entreguei o papel com a CNH, que de acordo com o TRE tb serve como documento para votar. E ela:
- Ah, mas e seu título?
Resolvi não discutir. Entreguei o título e falei bem alto pra Flávia que estava no fundo da sala preenchendo novamente a justificativa:
- Vc não trouxe seu título né? Então se prepare.
AO que ela respondeu no mesmo tom:
- Eu quero o número desta seção AGORA! Eu vou fazer uma reclamação formal no TRE pq eles têm que aceitar outro documento com foto.
Resultado: ela justificou e não precisou mostrar documento algum.
Incrível como não há limites para pessoas imbecis em zonas eleitorais.
Mudando de assunto, preciso escrever o manual de como utilizar o banheiro aqui do nosso quarto. Mas hoje estou com pouco tempo e o post já está imenso.
Bem, quem já se hospedou no Formule 1 sabe BEM do que eu estou falando.
Talvez, amanhã à noite eu publique o manual.
Depois da justificativa, os meninos vieram nos buscar e fomos até a ilha do Cumbu, na baía do Guajará.
Para chegar lá, precisamos pegar uma embarcação chamada pô-pô-pô. O nome vem do barulho que o motor destas pequenas embarcações faz. Divertidíssimo e altamente fotografável. Almoçamos e passamos a tarde num restaurante de palafitas, em cima d'água, obviamente, e depois fomos com um outro pô-pô-pô passar por dentro da selva e conhecer as comunidades ribeirinhas. Fantástico!
Antes disto, logo após o almoço, caiu um pé d'água e eu tomei um banho de chuva. Lavagem da alma, sabe? Não consigo me lembrar da última vez que tomei um banho de chuva, mas sei que ontem era como se a chuva estivesse me chamando. Revitalizante e ao mesmo tempo refrescante. Cabelo POF total, mas eu não estava preocupada, pq o que importava era lavar o rosto, a alma e respirar.
Momento ao som de *violinos*.
Voltamos ao hotel, banho e depois fomos assistir/fotografar o Festival Internacional de Dança de Belém. Quem nos levou? O mesmo taxista do palio. Ele estava até conversando um pouco esta noite. Coisas desconexas, mas conversando.
Quanto ao festival, não, eles não dançam no estilo Calipso. Era jazz, balé, flamenco, e outras coisinhas mais. Super bonito, divertido, fotografável e o Theatro da Paz, onde aconteceu o evento, é simplesmente FANTÁSTICO!
De lá, fomos levadas para comer. E qual não foi a minha surpresa quando descobri que alguns supermercados aqui são 24 horas e contam com uma praça de alimentação DENTRO deles. Do lado da peixaria ou da padaria do supermercado tem uma pizzaria, um sushibar e outros locais para comer. Coisa bem doida. Mais que isso só a pizza por quilo que comemos!
Bem, hoje compramos passagens para o Ferry Boat que nos levará amanhã à Ilha do Marajó. Estou ansiosíssima!
Esta ilha é um dos locais que eu quero muito muito muito conhecer! E eu vou! AMANHÃ!
Vamos ter que madrugar, então hoje é dia de dormir cedo.
Passeamos por alguns lugares interessantes hoje, mas eu não lembro os nomes. Na verdade nada exatamente típico.
Comprei alguns presentinhos, mas ainda faltam outros mais.
O Takeda vai AMAR o presentinho dele. Comprei uma cobra! Ui!
Depois fomos a um cemitério histórico. É o segundo cemitério de Belém e conta com ilustres milagreiros e escravos enterrados. História pura e zilhões de ferrugens, abandonos, velharias e emoções. Fotografei quase tudo e poderia passar mais umas 28 horas por lá. Cada coisa linda.
Viemos agora pro hotel. Hoje nosso cicerone foi o Dudu. Ele acabou de nos deixar aqui. Vamos pro banho e depois ao shopping para jantar.
Noite curta pq amanhã será corrido e legal!
Todo mundo aconselhou que dormíssemos na ilha, mas nós somos teimosas e vamos voltar no mesmo dia! RÁ!
Zilhões de histórias pra contar.
Beijoooooooooooo!
Continuando: no sábado os meninos vieram nos buscar, mas eu fui picada pelo tsé-tsé e fiquei no hotel dormindo enquanto a Flávia foi com eles.
No sábado à noite, fomos no Boteco das Onze, que é um restaurante/bar/balada que fica na Casa das Onze Janelas (procurem no google o que é, muita coisa pra explicar).
Para tanto, pegamos um taxi, um palio, aqui na porta do hotel. O motorista estranhíssimo, não respondia quando falávamos com ele, fechava vários carros e corria muito pra uma noite de chuva.
Já na porta, uma fila de espera e muita gente querendo bater no 'porteiro' que era um grosso mal-educado e não fazia questão de ser gentil com ninguém.
Por um momento fiquei feliz por ter levado a câmera, afinal, a qq momento eu poderia registrar o porteiro apanhando da mulherada de salto.
Finalmente, depois de alguns bons minutos de espera, entramos no bar. Lá dentro, pedimos algumas coisinhas, enquanto eu tentava sentar confortavelmente numa cadeira que tinha o assento quase na altura da mesa. Ou seja, era impossível encaixar minha perna super fina ali.
Resolvemos fazer uma foto dos nossos meninos, Goofy e Flik. Para isso, levamos os dois perto da choppeira da Brahma, no balcão do bar, e ficamos posicionando, medindo luz, enquadrando os dois, até percebermos que uma fila nada pequena de garçons se formava atrás de nós, querendo nos matar, provavelmente tentando entender o quê exatamente estávamos fazendo com aqueles bonecos e câmeras ali.
Voltamos à mesa, pedimos a conta, enquanto Flávia se chacoalhava ao som de carimbó e viermos para o hotel.
No domingo pela manhã, fomos a uma escola aqui do lado do hotel para justificar nossos votos.
Durante a semana, a mãe da Flávia, entrou na internet, no site do Tribunal Regional Eleitoral e baixou o formulário de justificativa para que já levássemos tudo preenchido no domingo. Assim fizemos.
O supervisor da zona eleitoral conferiu nossos papéis e nos indicou a sala onde deveríamos ir. Ficamos na fila. Retiramos uma senha, para então entrar na fila interna da sala. Ou seja, era a fila da fila. Sentadas dentro da sala, aguardávamos umas 10 pessoas que estavam na nossa frente também para justificar e votar.
Um cidadão foi votar e eis que: PIIIII - PIIIII - PIIIII!
A máquina disparou aquele som da confirmação do voto. E não parava nuuuuuunca mais. Um barulho quase nada irritante, que nos prendeu por mais uns 15 minutos naquela sala quase nada abafada.
Resolvi verificar se alguma outra sala teria uma fila menor e uma urna que funcionava (descobrimos através de um dos mesários da sala bichada que mesmo para justificar precisaríamos da urna eletrônica). Encontrei uma sala sem fila, e coloquei a cabeça lá dentro para certificar-me de que não havia a tal da fila interna, e um senhorzinho, veio em minha direção, quase me beijando e disse: a senhor precisa de um informativo? (acho que ele queria saber se eu precisava de informações)
Trouxe a Flávia e ficamos na fila iniciada por mim, para justificar naquela sala.
Uma moça chegou dois segundos depois de nós, mas colo ela gostou muito, mas muito mesmo de mim, ela ficou COLADA atrás de mim e obrigou a Flávia a ser a terceira na fila. INCRÍVEL! Ela estava literalmente me encoxando. Eu nunca imaginei que seria encoxada por uma mulher. Mas enfim, como era por pouco tempo e eu queria sair logo dali, desencanei.
Mais tarde eu soube que uma senhorinha atrás da Flávia fez a mesma coisa com ela. E ainda se sentiu ofendida quando a Flávia reclamou pedindo que ela se afastasse.
Corpo a corpo é um costume de boas vindas dos cidadãos daquele quarteirão.
Como é que alguém poderia reclamar de um ato tão caloroso?
É. Nós somos irresistíveis e insensíveis.
Entrei na sala e já entreguei meu papel impresso em uma folha A4 para a mesária que me disse:
- Tem que ser no nosso formulário.
- Pq? Eu peguei este no site do TRE.
- Sim, ele é válido, mas ele não tem picote, e eu não tenho tesoura.
Ok, o sangue subiu, mas eu precisava sair dali, então, fui preencher.
Ao terminar de preencher, uma maluca, que brotou do chão da sala, encostou em mim (povo grudento) e disse: esta caneta é daqui ou sua? - ao mesmo tempo que tirava delicadamente a caneta da minha mão.
- É minha.
- Ah, então me empresta?
- Já tá na sua mão, né.
Fui até a mesária não portadora de tesouras e entreguei o papel com a CNH, que de acordo com o TRE tb serve como documento para votar. E ela:
- Ah, mas e seu título?
Resolvi não discutir. Entreguei o título e falei bem alto pra Flávia que estava no fundo da sala preenchendo novamente a justificativa:
- Vc não trouxe seu título né? Então se prepare.
AO que ela respondeu no mesmo tom:
- Eu quero o número desta seção AGORA! Eu vou fazer uma reclamação formal no TRE pq eles têm que aceitar outro documento com foto.
Resultado: ela justificou e não precisou mostrar documento algum.
Incrível como não há limites para pessoas imbecis em zonas eleitorais.
Mudando de assunto, preciso escrever o manual de como utilizar o banheiro aqui do nosso quarto. Mas hoje estou com pouco tempo e o post já está imenso.
Bem, quem já se hospedou no Formule 1 sabe BEM do que eu estou falando.
Talvez, amanhã à noite eu publique o manual.
Depois da justificativa, os meninos vieram nos buscar e fomos até a ilha do Cumbu, na baía do Guajará.
Para chegar lá, precisamos pegar uma embarcação chamada pô-pô-pô. O nome vem do barulho que o motor destas pequenas embarcações faz. Divertidíssimo e altamente fotografável. Almoçamos e passamos a tarde num restaurante de palafitas, em cima d'água, obviamente, e depois fomos com um outro pô-pô-pô passar por dentro da selva e conhecer as comunidades ribeirinhas. Fantástico!
Antes disto, logo após o almoço, caiu um pé d'água e eu tomei um banho de chuva. Lavagem da alma, sabe? Não consigo me lembrar da última vez que tomei um banho de chuva, mas sei que ontem era como se a chuva estivesse me chamando. Revitalizante e ao mesmo tempo refrescante. Cabelo POF total, mas eu não estava preocupada, pq o que importava era lavar o rosto, a alma e respirar.
Momento ao som de *violinos*.
Voltamos ao hotel, banho e depois fomos assistir/fotografar o Festival Internacional de Dança de Belém. Quem nos levou? O mesmo taxista do palio. Ele estava até conversando um pouco esta noite. Coisas desconexas, mas conversando.
Quanto ao festival, não, eles não dançam no estilo Calipso. Era jazz, balé, flamenco, e outras coisinhas mais. Super bonito, divertido, fotografável e o Theatro da Paz, onde aconteceu o evento, é simplesmente FANTÁSTICO!
De lá, fomos levadas para comer. E qual não foi a minha surpresa quando descobri que alguns supermercados aqui são 24 horas e contam com uma praça de alimentação DENTRO deles. Do lado da peixaria ou da padaria do supermercado tem uma pizzaria, um sushibar e outros locais para comer. Coisa bem doida. Mais que isso só a pizza por quilo que comemos!
Bem, hoje compramos passagens para o Ferry Boat que nos levará amanhã à Ilha do Marajó. Estou ansiosíssima!
Esta ilha é um dos locais que eu quero muito muito muito conhecer! E eu vou! AMANHÃ!
Vamos ter que madrugar, então hoje é dia de dormir cedo.
Passeamos por alguns lugares interessantes hoje, mas eu não lembro os nomes. Na verdade nada exatamente típico.
Comprei alguns presentinhos, mas ainda faltam outros mais.
O Takeda vai AMAR o presentinho dele. Comprei uma cobra! Ui!
Depois fomos a um cemitério histórico. É o segundo cemitério de Belém e conta com ilustres milagreiros e escravos enterrados. História pura e zilhões de ferrugens, abandonos, velharias e emoções. Fotografei quase tudo e poderia passar mais umas 28 horas por lá. Cada coisa linda.
Viemos agora pro hotel. Hoje nosso cicerone foi o Dudu. Ele acabou de nos deixar aqui. Vamos pro banho e depois ao shopping para jantar.
Noite curta pq amanhã será corrido e legal!
Todo mundo aconselhou que dormíssemos na ilha, mas nós somos teimosas e vamos voltar no mesmo dia! RÁ!
Zilhões de histórias pra contar.
Beijoooooooooooo!
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sábado, 4 de outubro de 2008
Belém Belém
E o tempo voou, e outubro chegou muito rápido. Ao contrário do nosso vôo, em que três horas e meia que pareceram 23.
O vôo foi bem apertado e com interrupções infinitas do senhorzinho que sentou na primeira poltrona do avião. A cada 5 minutos ele apertava o botão pra chamar a comissária. Eu estava quase indo lá dar um lexotan pra ver se ele sossegava.
Dormir era impossível. Não bastasse o aperto das poltronas, as pessoas ao nosso redor roncavam muito, uma sinfonia sem fim.
Chegamos finalmente.
Fomos SUPER bem recepcionadas pelo Thiago e pelo Luiz que estavam nos esperando no aero com suas câmeras nas mãos!
Eles são simplesmente uns amores. Super macios e cuidadosos. Carregaram nossas malas e estão cuidando da gente o tempo todo.
Bem, ao sair do desembarque o primeiro impacto: um bafo quente e sufocantemente úmido.
E os meninos disseram: Ah, agora tá fresquinho.
- Como assim fresquinho?
- Ah, deve estar uns 27 graus.
- E isso é fresquinho pra meia noite e meia?????
- Sim, durante o dia chegamos aos 40 graus.
Ok, eu não devia ter perguntado!
Eles nos trouxeram ao hotel, fizemos o check-in que demorou uns 40 minutos, subimos, deitamos. Jã eram 2:30 e eles viriam nos buscar às 5:00.
Dormir pra quê?
Cochilamos atá a hora marcada.
Eles nos buscaram e fomos ao famosíssimo mercado Ver-o-Peso.
Ao chegar encontramos o Rafael, o Bruno Miranda e o Gabriel. E eis que escuto um: NÃO ACREDITO!!!!!!
Eu também não acreditei!
Um cara que tinha loja em frente ao meu trabalho, que eu sempre encontro em locais e situações inusitadas. Quais as chances de eu encontrá-lo aqui?
Conversamos um pouco e seguimos para o mercado.
Primeiro o mercado do Açaí. Simplesmente incrível. Altamente fotografável e com um povo super simpático. As pessoas se alegram ao ver que chegamos com a câmera e fazem pose, sorriem, perguntam pra qual jornal é.
Adorei todos. Gente muito simples, trabalhando muito (num trabalho duríssimo) e muito feliz.
Em seguida, o mercado de peixe. Nesta parte da visita percebe-se a origem da expressão "mercado de peixe" para ambientes de zona total. E é isso. Muita gente falando alto ao mesmo tempo, zilhões de carregadores te atropelando com suas caixas de peixes, vendedores que cortam o peixe na hora e jogam em sacolas de feiras dos compradores, muita água fedorenta no chão (e é claro que molhamos os pés nela), tudo isso sem contar o cheiro.
Depois o ver-o-peso de verdade, as frutas, as castanhas (comprei um kilo! YAY!), os legumes, o artesanato.
Tudo lindo, um visual incrível, mas não vamos falar em higiene, ok?
Então, por volta das 9:30, os meninos resolvem que precisamos tomar café da manhã. Concordamos, afinal, estávamos sem comer desde a sexta à noite.
E então eles nos levaram pro que chamam de "batizado": açaí na tigela com farofa e peixe frito.
Ok, eu nem queria ser batizada mesmo.
Tudo que eu precisava pra me satisfazer era um pão com manteiga na chapa.
Voltando ao carro, paramos pra um delicioso sorvete de tapioca. Tomei também um de cupuaçu com chocolate e baunilha. A única fruta típica que eu como por enquanto, já que eu não curti as outras que nos foram apresentadas.
Bem, depois do sorvete viemos pro hotel, precisamos dormir antes do passeio da tarde.
Chegando aqui, um parto pra pedir almoço. E isso que só queríamos umas esfihas do Habibs. Mas em Belém, quando se informa um endereço, pelo menos pro Habibs, vc tem que informar o perímetro, ou seja, quais as ruas que circundam a rua que vc está!
Incrível!
Bem, por enquanto é só, vou dormir agora já que os meninos virão nos buscar às 16.
Já com saudades... ai ai
BeijoTchau!
O vôo foi bem apertado e com interrupções infinitas do senhorzinho que sentou na primeira poltrona do avião. A cada 5 minutos ele apertava o botão pra chamar a comissária. Eu estava quase indo lá dar um lexotan pra ver se ele sossegava.
Dormir era impossível. Não bastasse o aperto das poltronas, as pessoas ao nosso redor roncavam muito, uma sinfonia sem fim.
Chegamos finalmente.
Fomos SUPER bem recepcionadas pelo Thiago e pelo Luiz que estavam nos esperando no aero com suas câmeras nas mãos!
Eles são simplesmente uns amores. Super macios e cuidadosos. Carregaram nossas malas e estão cuidando da gente o tempo todo.
Bem, ao sair do desembarque o primeiro impacto: um bafo quente e sufocantemente úmido.
E os meninos disseram: Ah, agora tá fresquinho.
- Como assim fresquinho?
- Ah, deve estar uns 27 graus.
- E isso é fresquinho pra meia noite e meia?????
- Sim, durante o dia chegamos aos 40 graus.
Ok, eu não devia ter perguntado!
Eles nos trouxeram ao hotel, fizemos o check-in que demorou uns 40 minutos, subimos, deitamos. Jã eram 2:30 e eles viriam nos buscar às 5:00.
Dormir pra quê?
Cochilamos atá a hora marcada.
Eles nos buscaram e fomos ao famosíssimo mercado Ver-o-Peso.
Ao chegar encontramos o Rafael, o Bruno Miranda e o Gabriel. E eis que escuto um: NÃO ACREDITO!!!!!!
Eu também não acreditei!
Um cara que tinha loja em frente ao meu trabalho, que eu sempre encontro em locais e situações inusitadas. Quais as chances de eu encontrá-lo aqui?
Conversamos um pouco e seguimos para o mercado.
Primeiro o mercado do Açaí. Simplesmente incrível. Altamente fotografável e com um povo super simpático. As pessoas se alegram ao ver que chegamos com a câmera e fazem pose, sorriem, perguntam pra qual jornal é.
Adorei todos. Gente muito simples, trabalhando muito (num trabalho duríssimo) e muito feliz.
Em seguida, o mercado de peixe. Nesta parte da visita percebe-se a origem da expressão "mercado de peixe" para ambientes de zona total. E é isso. Muita gente falando alto ao mesmo tempo, zilhões de carregadores te atropelando com suas caixas de peixes, vendedores que cortam o peixe na hora e jogam em sacolas de feiras dos compradores, muita água fedorenta no chão (e é claro que molhamos os pés nela), tudo isso sem contar o cheiro.
Depois o ver-o-peso de verdade, as frutas, as castanhas (comprei um kilo! YAY!), os legumes, o artesanato.
Tudo lindo, um visual incrível, mas não vamos falar em higiene, ok?
Então, por volta das 9:30, os meninos resolvem que precisamos tomar café da manhã. Concordamos, afinal, estávamos sem comer desde a sexta à noite.
E então eles nos levaram pro que chamam de "batizado": açaí na tigela com farofa e peixe frito.
Ok, eu nem queria ser batizada mesmo.
Tudo que eu precisava pra me satisfazer era um pão com manteiga na chapa.
Voltando ao carro, paramos pra um delicioso sorvete de tapioca. Tomei também um de cupuaçu com chocolate e baunilha. A única fruta típica que eu como por enquanto, já que eu não curti as outras que nos foram apresentadas.
Bem, depois do sorvete viemos pro hotel, precisamos dormir antes do passeio da tarde.
Chegando aqui, um parto pra pedir almoço. E isso que só queríamos umas esfihas do Habibs. Mas em Belém, quando se informa um endereço, pelo menos pro Habibs, vc tem que informar o perímetro, ou seja, quais as ruas que circundam a rua que vc está!
Incrível!
Bem, por enquanto é só, vou dormir agora já que os meninos virão nos buscar às 16.
Já com saudades... ai ai
BeijoTchau!
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Papai sabe tudo
.
Hoje, aniversário da minha mama, estávamos todos reunidos aqui na sala, em volta de uma mesa cheia de pecados capitais, enquanto falávamos mais alguns sacrilégios e ríamos deles.
Como em toda vez que nos encontramos e o Takeda está presente, a conversa sempre termina em assuntos relacionados à medicina.
Desta vez não foi diferente. Do alto de sua sabedoria anestesiológica, Takeda começou a contar sobre os pacientes que falam absurdos como:
- fiz uma pornografia computadorizada
- fiz um elétrico
- estou com dor no estâmo
- passando mal do figo
- minha sapa tá babando (sim, sapa é aquela parte que vc tá pensando mesmo!)
- eu tomo crofenaque (diclofenaco)
Foi quando, em meio às nossas gargalhadas, meu pai, que passou a noite calado, disse a sábia frase: "Os pacientes falam como vocês, médicos, escrevem!"
Risadas multiplicadas!
Papai sabe tudo!
.
Hoje, aniversário da minha mama, estávamos todos reunidos aqui na sala, em volta de uma mesa cheia de pecados capitais, enquanto falávamos mais alguns sacrilégios e ríamos deles.
Como em toda vez que nos encontramos e o Takeda está presente, a conversa sempre termina em assuntos relacionados à medicina.
Desta vez não foi diferente. Do alto de sua sabedoria anestesiológica, Takeda começou a contar sobre os pacientes que falam absurdos como:
- fiz uma pornografia computadorizada
- fiz um elétrico
- estou com dor no estâmo
- passando mal do figo
- minha sapa tá babando (sim, sapa é aquela parte que vc tá pensando mesmo!)
- eu tomo crofenaque (diclofenaco)
Foi quando, em meio às nossas gargalhadas, meu pai, que passou a noite calado, disse a sábia frase: "Os pacientes falam como vocês, médicos, escrevem!"
Risadas multiplicadas!
Papai sabe tudo!
.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
A Lady não falha!!!!!!
.
Estou desde sexta com um problema no meu portal aqui no trabalho.
Sei de um cara que poderia ajudar, mas fui tentando outros caminhos pra não ter que ligar pra ele.
Ele é um gatinho e rola uma paquera velada, daquelas de ambiente de trabalho e de alguma forma eu sabia que era um erro bobo, que eu deveria descobrir sem ligar pra ele.
Hoje, esgotei todas as opções de solucionar o problema, e fui obrigada a ligar pro moço.
Ainda enrolei um pouco antes, tentei outras coisas, mas não teve jeito, tive que ligar.
E seguiu-se assim:
- Por favor o X?
- Alô
- X?
- Sim
- Oi, é a Malu, tudo bem?
- Tudo. E vc?
- Bem tb. Sobre autenticação, eu posso falar com vc?
- Sim, claro.
- Ah, você é o pai da criança!
- Bem, não sei. Vamos fazer um DNA?
(Risadinhas, e eu quase falando que pra fazer o DNA a gente tinha que fazer algumas outras coisas antes e tal.)
- Então, meu problema é na autenticação, ele finge que autentica e não exibe a página.
- Mas você está testando em produção, linda?
(Eu tava indo bem, né? Fui até chamada de linda)
- Sim. É que é a primeira vez que eu passo o site pra produção, e não consigo fazer funcionar.
- Em desenvolvimento funciona certinho?
- Sim, funciona. Aí passei tudo pra produção e não dá certo. Acho que quando gerei a chave de autenticação, devo ter informado algo errado.
- Então vamos conferir, o caminho é qual?
- blablabla/blabla
- Hum... é a única coisa que poderia estar errada, onde as pessoas normalmente se confundem.
- É... eu não sei também o que pode ser. Como ninguém conseguiu resolver, tive que correr pra você.
- E o que vc colocou no servidor?
E eu SUPER SEGURA, vomito: intracorp
Ele sorrindo (Pelo telefone deu pra perceber. Acho até que era mais que um simples sorriso):
-Intracorp não existe, linda. É intraNETcorp.
CARACA!
Eu SABIA que era algo simples!
Grrrrrrrrrrrrr!!!!!
Ri, claro, de nervoso e disse:
- Ahhhhhh, eu comi um pedaço do nome do servidor. Então agora vai dar certo.
Ele continuou sorrindo.
Neste momento, nenhum ET apareceu para abduzir-me. ETs falhos.
Com a voz quase sumindo, falei:
- Vou mudar aqui. Obrigada!
- De nada, linda. Um beijão!
- Outro
Eu tô com o calor da vergonha me consumindo até agora.
Principalmente quando penso que este evento aumentou em 400% nossas chances de nos encontrarmos no elevador esta tarde (ainda que eu trabalhe no 8º e ele no 1º).
Humpf! A Lady Murphy não falha nunca!
Espero que esta tenha valido pela semana inteira, afinal, hoje é só segunda.
Estou desde sexta com um problema no meu portal aqui no trabalho.
Sei de um cara que poderia ajudar, mas fui tentando outros caminhos pra não ter que ligar pra ele.
Ele é um gatinho e rola uma paquera velada, daquelas de ambiente de trabalho e de alguma forma eu sabia que era um erro bobo, que eu deveria descobrir sem ligar pra ele.
Hoje, esgotei todas as opções de solucionar o problema, e fui obrigada a ligar pro moço.
Ainda enrolei um pouco antes, tentei outras coisas, mas não teve jeito, tive que ligar.
E seguiu-se assim:
- Por favor o X?
- Alô
- X?
- Sim
- Oi, é a Malu, tudo bem?
- Tudo. E vc?
- Bem tb. Sobre autenticação, eu posso falar com vc?
- Sim, claro.
- Ah, você é o pai da criança!
- Bem, não sei. Vamos fazer um DNA?
(Risadinhas, e eu quase falando que pra fazer o DNA a gente tinha que fazer algumas outras coisas antes e tal.)
- Então, meu problema é na autenticação, ele finge que autentica e não exibe a página.
- Mas você está testando em produção, linda?
(Eu tava indo bem, né? Fui até chamada de linda)
- Sim. É que é a primeira vez que eu passo o site pra produção, e não consigo fazer funcionar.
- Em desenvolvimento funciona certinho?
- Sim, funciona. Aí passei tudo pra produção e não dá certo. Acho que quando gerei a chave de autenticação, devo ter informado algo errado.
- Então vamos conferir, o caminho é qual?
- blablabla/blabla
- Hum... é a única coisa que poderia estar errada, onde as pessoas normalmente se confundem.
- É... eu não sei também o que pode ser. Como ninguém conseguiu resolver, tive que correr pra você.
- E o que vc colocou no servidor?
E eu SUPER SEGURA, vomito: intracorp
Ele sorrindo (Pelo telefone deu pra perceber. Acho até que era mais que um simples sorriso):
-Intracorp não existe, linda. É intraNETcorp.
CARACA!
Eu SABIA que era algo simples!
Grrrrrrrrrrrrr!!!!!
Ri, claro, de nervoso e disse:
- Ahhhhhh, eu comi um pedaço do nome do servidor. Então agora vai dar certo.
Ele continuou sorrindo.
Neste momento, nenhum ET apareceu para abduzir-me. ETs falhos.
Com a voz quase sumindo, falei:
- Vou mudar aqui. Obrigada!
- De nada, linda. Um beijão!
- Outro
Eu tô com o calor da vergonha me consumindo até agora.
Principalmente quando penso que este evento aumentou em 400% nossas chances de nos encontrarmos no elevador esta tarde (ainda que eu trabalhe no 8º e ele no 1º).
Humpf! A Lady Murphy não falha nunca!
Espero que esta tenha valido pela semana inteira, afinal, hoje é só segunda.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Percepção
- Oi
- Oi
- Tudo bem?
- Tudo. E você, como está?
- Bem. Linda, loira e japonesa.
- LOIRA?
E eu me pergunto; porque é que ninguém se surpreende com o japonesa?
- Oi
- Tudo bem?
- Tudo. E você, como está?
- Bem. Linda, loira e japonesa.
- LOIRA?
E eu me pergunto; porque é que ninguém se surpreende com o japonesa?
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Chegando em Floripa
E faltavam 3 horas pro meu vôo que NUNCA saiu.
O aeroporto estava fechado desde às 20:00hrs e TODOS os vôos foram cancelados.
Sendo assim, fiquei correndo atrás de informações de como chegaria de Ctba a Floripa.
Me disseram que um ônibus seria fretado pela cia aérea e traria todos os passageiros até Floripa.
E eu perguntei: E minha mala? Como faço? (Detalhe, minha mala já tinha sido despachada no check-in, mesmo que eu ainda a estivesse vendo do lado da moça do balcão)
E ela: Ah, nós vamos levar sua mala pro ônibus.
Eu: Mas, ela está ali, do seu lado.
Ela: Ahhhhhh, esta mala é sua? Estávamos procurando o dono mesmo.
Afffff, vamos lá! Depois de quase uma hora, eles decidem informar corretamente onde está o ônibus.
Ao sair do aeroporto, a visibilidade é de no máximo 50 metros. Ok, melhor ir de bus mesmo.
Nada de dormir, afinal, eu dificilmente consigo dormir em bus. E neste caso então, na serra, menos chances ainda.
Chegamos aqui e peguei um taxi no aero. Um senhorzinho dirigindo e começa o interrogatório, às 5:30 da manhã.
Ele: Em qual vôo você veio?
Eu: Nenhum, eu vim de bus de Ctba.
Ele: Mas desceu no aeroporto?
Eu: Sim, o aeroporto de Ctba estava fechado, eles nos trouxeram de bus.
Ele: Ah, sim.
Depois de uns 10 minutos de silêncio, ele recomeça:
Mas, em qual vôo mesmo que vc veio?
Eu: Nenhum, senhor. Eu estava em Ctba pra vir de avião mas fecharam o aeroporto devido ao mau tempo e eu vim de ônibus
Ele: Mas de onde vc é? De Ctba?
Eu: Não, de SP.
Ele: Mas vc não veio de avião?
Eu: Não
Mais 10 minutos de silêncio.
Ele: Ah, você veio de SP?
Eu: Não, de Ctba
Ele: Mas vc é de SP?
Eu: Sim
Ele: Vc conhece aqui?
Eu: Não
Ele: Entao, aqui é a rodoviária. Ali é o mercado municipal.
Eu: Que bom que é perto do hotel, posso caminhar por aqui.
Ele: Mas só de dia, hein! Não vá caminhar a este horário.
Preciso lembrar que eram 5:30 da manhã?
Cheguei no hotel.
A recepcionista:
Mas você quer entrar agora?
Quase respondi: Não, vou caminhar lá fora no perigo, mergulhar 7 vezes e depois eu entro.
Eu: CLARO, que eu quero entrar.
Ela: Ah, é que vai perder meia diária.
E eu tô lá preocupada com meia diária depois disso tudo?
Eu: Tudo bem, eu quero entrar agora.
Ela: Bem, só tenho um apto de fumante e deficiente
Eu: Mas cadê o apto da minha reserva?
Ela: Só temos este. Depois podemos trocar.
Bem, pra dormir, serve. Lá fui eu.
Chegando no quarto, só tem um edredon de solteiro e fino. Liguei na recepção:
Ela: Recepção, Vanessa, bom dia!
Eu: Bom dia, Vanessa, eu...
Ela: Ah, Sra Lara! (ela sabia que era a moça que quis perder meia diária, e ainda suspirou)
Acordei, fui encontrar a gêmea e depois voltei caminhando pela orla.
Meu pé tá podre, podre e doendo demais. Espero que ele melhore. Espero mesmo!!!!!!
Humpf!
Vou procurar um lugar pra jantar agora, se eu conseguir dar alguns passos pra sair do quarto!
=)
O aeroporto estava fechado desde às 20:00hrs e TODOS os vôos foram cancelados.
Sendo assim, fiquei correndo atrás de informações de como chegaria de Ctba a Floripa.
Me disseram que um ônibus seria fretado pela cia aérea e traria todos os passageiros até Floripa.
E eu perguntei: E minha mala? Como faço? (Detalhe, minha mala já tinha sido despachada no check-in, mesmo que eu ainda a estivesse vendo do lado da moça do balcão)
E ela: Ah, nós vamos levar sua mala pro ônibus.
Eu: Mas, ela está ali, do seu lado.
Ela: Ahhhhhh, esta mala é sua? Estávamos procurando o dono mesmo.
Afffff, vamos lá! Depois de quase uma hora, eles decidem informar corretamente onde está o ônibus.
Ao sair do aeroporto, a visibilidade é de no máximo 50 metros. Ok, melhor ir de bus mesmo.
Nada de dormir, afinal, eu dificilmente consigo dormir em bus. E neste caso então, na serra, menos chances ainda.
Chegamos aqui e peguei um taxi no aero. Um senhorzinho dirigindo e começa o interrogatório, às 5:30 da manhã.
Ele: Em qual vôo você veio?
Eu: Nenhum, eu vim de bus de Ctba.
Ele: Mas desceu no aeroporto?
Eu: Sim, o aeroporto de Ctba estava fechado, eles nos trouxeram de bus.
Ele: Ah, sim.
Depois de uns 10 minutos de silêncio, ele recomeça:
Mas, em qual vôo mesmo que vc veio?
Eu: Nenhum, senhor. Eu estava em Ctba pra vir de avião mas fecharam o aeroporto devido ao mau tempo e eu vim de ônibus
Ele: Mas de onde vc é? De Ctba?
Eu: Não, de SP.
Ele: Mas vc não veio de avião?
Eu: Não
Mais 10 minutos de silêncio.
Ele: Ah, você veio de SP?
Eu: Não, de Ctba
Ele: Mas vc é de SP?
Eu: Sim
Ele: Vc conhece aqui?
Eu: Não
Ele: Entao, aqui é a rodoviária. Ali é o mercado municipal.
Eu: Que bom que é perto do hotel, posso caminhar por aqui.
Ele: Mas só de dia, hein! Não vá caminhar a este horário.
Preciso lembrar que eram 5:30 da manhã?
Cheguei no hotel.
A recepcionista:
Mas você quer entrar agora?
Quase respondi: Não, vou caminhar lá fora no perigo, mergulhar 7 vezes e depois eu entro.
Eu: CLARO, que eu quero entrar.
Ela: Ah, é que vai perder meia diária.
E eu tô lá preocupada com meia diária depois disso tudo?
Eu: Tudo bem, eu quero entrar agora.
Ela: Bem, só tenho um apto de fumante e deficiente
Eu: Mas cadê o apto da minha reserva?
Ela: Só temos este. Depois podemos trocar.
Bem, pra dormir, serve. Lá fui eu.
Chegando no quarto, só tem um edredon de solteiro e fino. Liguei na recepção:
Ela: Recepção, Vanessa, bom dia!
Eu: Bom dia, Vanessa, eu...
Ela: Ah, Sra Lara! (ela sabia que era a moça que quis perder meia diária, e ainda suspirou)
Acordei, fui encontrar a gêmea e depois voltei caminhando pela orla.
Meu pé tá podre, podre e doendo demais. Espero que ele melhore. Espero mesmo!!!!!!
Humpf!
Vou procurar um lugar pra jantar agora, se eu conseguir dar alguns passos pra sair do quarto!
=)
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Gazzag strikes again!
Estou no aeroporto de Curitiba aguardando pacientemente meu vôo para Floripa.
Isso que dá querer aproveitar várias promoções ao mesmo tempo. Tem que esperar horas de um vôo pra outro.
Estou MORRENDO de saudades do Peru. MORRENDO, sabem o que é isso?
COMO eu queria estar lá ainda. Ver tudo o que não vi. Fazer algumas coisas que não fiz por pura falta de tempo.
Ah, eu ainda volto. Ah, se volto!!!!
Enquanto isso, vou curtindo Floripa, com a super gêmea, e Curitiba, com a super Raquel e sua trupe.
Aí aproveitei este tempo super ocioso no aero pra ver um email que eu quase nunca abro. Que é o email que eu dei pra um dos malucos do Gazzag.
E lá vamos nós, às risadas:
"Oi meu anjo,
To mandando um sinalzinho de vida pois adorei conhecer você no sabado no gazzag, você é uma garota super adorável e espero que nossa amizade possa se estender e ser-mos muito amigos.
Lhe mando uma super semana e espero que comuniquemos sempre.
Bjs no coração .. e té mais linda."
SER-MOS?
Que idioma é este?
LHE MANDO uma super semana?
Embrulhada?
COMUNIQUEMOS sempre?
Eu me comunico todo dia! Várias vezes, inclusive. Praticamente o tempo todo.
E eu respondi:
"Olá, moço!
Uma ótima semana pra vc tb!
:)"
E ele respondeu:
"Oi linda
Adorei seu sinalzinho de vida, ganhei até o dia sabe..
Então naquele dia não conversamos muito mas gostei muito de tc com vc, aguardo ancioso a proxima vez, pois assim posso conhecer mais sobre vc, isto é com o maior carinho digo..
Mas percebi que não é de conversar muito rsss..
Deixo um beijão e até meu anjo;;"
Ganhou o dia?
ANCIOSO?
E que carinho, hein!
Ah, sim, eu não sou de conversar muito. Realmente, com malas não.
Deixou um beijo. Onde?
Hey, ele tem vários ponto-e-vírgula. Será que ele é manco?
Respondi:
"Ganhou o dia? hihihi Vc é exagerado hueheuheuee
Eu até falo bastante, mas tenho estado muito ocupada. Muito trabalho pra deixar tudo em dia e sair de férias. Então... já viu, né? Sem tempo até pra respirar uehueuhuehueue
Inté ;)"
Ele:
"Oiiii rs
Olha nao so ganhei odia como trabalheicontente.. rss
Olha so que legal ferias humm fiquei na inveja agora heim rss , e qual será o destino?
Se for legal vc me conta tudim para eu por no meu roteiro deproximas ferias...
Olha eqto a trabalho eu entendo bem o pior de todos é q parece que vc nao conseguira deixar em dia para as ferias rs rs
mas no fim tudo se acerta.. rss
bom deixo um beijao e onte linda.. "
Já chega rindo.
A barra de espaços dele deve estar com problemas.
Agora, ENQUANTO a trabalho???????????????
Seria: QUANTO a trabalho?
O pior de TODOS? Não seria o pior de TUDO?
Affffff
E cadê a pontuação deste email???????????
Deixou outro beijo em algum lugar por aí.
Esse moço deixa tudo por aí.
Não respondi. E ele mandou outro:
"Oi linda,
Quais as novidades ? espero q muitas rss ...
olha to enviando um super bom dia para ti edizer para ti nao sumir viu rss...
ha e espero que seu feriadao seja um espetaculo viu anjo.. bjus bjus e bjus"
Perae! Como assim, novidades?
Ele não me conhece! QUALQUER coisa, QUALQUER, até mesmo meu sobrenome, é uma novidade pra ele!!!!!!!!!!!!!!!!
Mandando um super bom dia? Anexado não veio nada.
E quanto TI.
Pontuação zero, novamente.
Nao dá vontade de responder, nem mesmo em nome da pesquisa pro blog.
E ainda faltam 3 horas pro meu vôo.
:)
Isso que dá querer aproveitar várias promoções ao mesmo tempo. Tem que esperar horas de um vôo pra outro.
Estou MORRENDO de saudades do Peru. MORRENDO, sabem o que é isso?
COMO eu queria estar lá ainda. Ver tudo o que não vi. Fazer algumas coisas que não fiz por pura falta de tempo.
Ah, eu ainda volto. Ah, se volto!!!!
Enquanto isso, vou curtindo Floripa, com a super gêmea, e Curitiba, com a super Raquel e sua trupe.
Aí aproveitei este tempo super ocioso no aero pra ver um email que eu quase nunca abro. Que é o email que eu dei pra um dos malucos do Gazzag.
E lá vamos nós, às risadas:
"Oi meu anjo,
To mandando um sinalzinho de vida pois adorei conhecer você no sabado no gazzag, você é uma garota super adorável e espero que nossa amizade possa se estender e ser-mos muito amigos.
Lhe mando uma super semana e espero que comuniquemos sempre.
Bjs no coração .. e té mais linda."
SER-MOS?
Que idioma é este?
LHE MANDO uma super semana?
Embrulhada?
COMUNIQUEMOS sempre?
Eu me comunico todo dia! Várias vezes, inclusive. Praticamente o tempo todo.
E eu respondi:
"Olá, moço!
Uma ótima semana pra vc tb!
:)"
E ele respondeu:
"Oi linda
Adorei seu sinalzinho de vida, ganhei até o dia sabe..
Então naquele dia não conversamos muito mas gostei muito de tc com vc, aguardo ancioso a proxima vez, pois assim posso conhecer mais sobre vc, isto é com o maior carinho digo..
Mas percebi que não é de conversar muito rsss..
Deixo um beijão e até meu anjo;;"
Ganhou o dia?
ANCIOSO?
E que carinho, hein!
Ah, sim, eu não sou de conversar muito. Realmente, com malas não.
Deixou um beijo. Onde?
Hey, ele tem vários ponto-e-vírgula. Será que ele é manco?
Respondi:
"Ganhou o dia? hihihi Vc é exagerado hueheuheuee
Eu até falo bastante, mas tenho estado muito ocupada. Muito trabalho pra deixar tudo em dia e sair de férias. Então... já viu, né? Sem tempo até pra respirar uehueuhuehueue
Inté ;)"
Ele:
"Oiiii rs
Olha nao so ganhei odia como trabalheicontente.. rss
Olha so que legal ferias humm fiquei na inveja agora heim rss , e qual será o destino?
Se for legal vc me conta tudim para eu por no meu roteiro deproximas ferias...
Olha eqto a trabalho eu entendo bem o pior de todos é q parece que vc nao conseguira deixar em dia para as ferias rs rs
mas no fim tudo se acerta.. rss
bom deixo um beijao e onte linda.. "
Já chega rindo.
A barra de espaços dele deve estar com problemas.
Agora, ENQUANTO a trabalho???????????????
Seria: QUANTO a trabalho?
O pior de TODOS? Não seria o pior de TUDO?
Affffff
E cadê a pontuação deste email???????????
Deixou outro beijo em algum lugar por aí.
Esse moço deixa tudo por aí.
Não respondi. E ele mandou outro:
"Oi linda,
Quais as novidades ? espero q muitas rss ...
olha to enviando um super bom dia para ti edizer para ti nao sumir viu rss...
ha e espero que seu feriadao seja um espetaculo viu anjo.. bjus bjus e bjus"
Perae! Como assim, novidades?
Ele não me conhece! QUALQUER coisa, QUALQUER, até mesmo meu sobrenome, é uma novidade pra ele!!!!!!!!!!!!!!!!
Mandando um super bom dia? Anexado não veio nada.
E quanto TI.
Pontuação zero, novamente.
Nao dá vontade de responder, nem mesmo em nome da pesquisa pro blog.
E ainda faltam 3 horas pro meu vôo.
:)
sábado, 10 de maio de 2008
EEEEEEEE!!!!!!!!
Eu to voltando pra casa!!!!!
Esperando horas e mais horas no aero de Lima.
Mas tudo bem, pq eu conheci Machu Picchu lalalalala
=)
Espero voces lah em casa amanha, ok?
Beijooooooo!
Esperando horas e mais horas no aero de Lima.
Mas tudo bem, pq eu conheci Machu Picchu lalalalala
=)
Espero voces lah em casa amanha, ok?
Beijooooooo!
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Puno, Lago, Logo Casa
Oh yes!!! Eu ainda vivo!!!!!
Gentem, tanta coisa pra fazer e tao cansada que nem consegui chegar perto do computador.
Vamos lah, de onde parei.
Quarta, o dia magico. Acordei 4 da matina e fui pra Machu Picchu!!!
Uma van me levou ateh a estacao de trem. Peguei o trem e lah vamos nos.
Mais argentinos do meu lado. Sinceramente, nao eh possivel que a Flavia goste tanto destes caras. Bonitos, sim, mas insuportaveis!!!!
Chegando em Aguas Calientes, que eh o povoado de onde se parte pra Machu Picchu, encontrei o guia e mais uma galera.
Pegamos um bus e subimos rumo a realizacao do meu sonho. Sentei no banco logo atras do motorista.
A estrada sobe demais em zig-zag e parece que nao acaba nunca. Mas do meio do caminho jah posso ver um pedaco da cidadela.
Meus olhos jah se enchem de lagrimas. Eu nao podia acreditar que estava tao perto!!!!!!!
Sobe, sobe, sobe, sobe, sobe. Chegamos. Desco do bus e aguardo as instrucoes do guia. De onde estamos, na entrada, nao dah pra ver nada nada nada.
Eu queria sair correndo e entrar. Mas aguardei todos.
Entramos e o guia explica que primeiro teriamos uma subida de 20 a 30 minutos, por um caminho de pedras, para entao fayer a volta na cidade inteira.
Subi. Super ingreme e com o efeito da altitude, jah estava com a lingua de fora. Mas desta vez, ao contrario de Ollantaytambo (do post anterior) eu levei meu carbogel. Dah-lhe carbogel e agua. Subi tudo. 3 metros de lingua de fora, pernas ardendo de tanto acido latico, e quando eu ergo a cabeca, no final da subida: lah estava ela. Do jeitinho que eu sempre vi nas fotos. A tao sonhada Machu Picchu.
Foi impossivel deter as lagrimas, como eh impossivel agora.
Algum de vcs jah realizou um sonho assim???
Eh indescritivel!!!!!
E desta vez eu nao estava vendo uma foto, um video, ouvindo alguem contar. EU ESTAVA LAH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Chorei como uma crianca. Sem pudores, sem medo do que pudessem pensar.
O guia ficou preocupado. Sentei numa pedra e chorei. Coisa boa! Sensacao inenarravel. Posso ficar aqui escrevendo horas e horas e nunca vou conseguir exprimir o que senti.
Dali continuamos o passeio por toda a cidadela. A cada portal, a cada janela, a cada altar, a cada comodo, eu lembrava do livro que criou este sonho em mim, A Princesa do Sol. E pensar que tantos como ela moraram ali, no mesmo lugar onde eu estava pisando centenas de anos depois.
Que felicidade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Foram horas lah dentro e pareceram segundos. Fiquei triste por ter que sair, mas SUPER realizada.
Desci de volta pra Aguas Calientes e fui almocar.
O garcom que me atendeu, perguntou se eu era do Brasil. Eu disse que sim, e entao ele comecou a falar em ingles comigo. Alguem explica?
Ele ficou tao confuso que me perguntou se a minha agua era 'with djelo' hauhauahauhauhau
Fui dar uma volta no mercado de artesanato que tem na cidade. Mais compras.
Fiquei num banco tomando sol e esperando o horario do meu trem, quando sentam duas senhoras japas do meu lado. Eu afastei um pouco pra que elas coubessem melhor, e entao uma delas me diz: FOTO, TOGETHER.
Hauhauhauahuahua
Elas estavam sentando ali pra tirar foto, e era comigo HAUHAUHAUA
Tirei foto com as japas.
Resolvi me mandar pra dentro da estacao, achei mais seguro, antes que a comunidade inteira de japas que estava por ali resolvesse tirar foto comigo.
Hora de embarcar. Entramos todos no trem, que serviu o lanche e depois apagou as luzes. O trem inteiro dormindo e de repente comeca uma musica andina. Eu abro o olho e tem um cara fantasiado de inca com uma lhama no pescoco assustando as pessoas. A luz acende e ele danca. Tirou uma gringa pra dancar, tirou foto com os japas. Uma beleza. Quando acabou o show, claro que estavam vendendo o cd da musica.
Em seguida, comeca um tuntz tum peruano, e PASMEM os comissarios do trem se transformaram em modelos, e desfilaram roupas de alpaca pelo trem HAHAHAHAHAHAHAHA
Foi dificil segurar pra nao rir. A modelete nao conseguia se equilibrar pra desfilar e quase caia em cima dos passageiros. O modelon conseguia andar bem e tinha um sorriso muito feliz no rosto, do tipo: hey, eu sou um modelon!
Chegamos em Ollanta e tinha ocorrido um blackout. Imaginem soh, descer numa estacao de trem que vc soh viu uma vez na vida e ter que encontrar o seu motorista no blackout. Detalhe: sem saber quem era o motorista hahahaha
Encontrei e fui caminhando com ele, mas o breu era tamanho que fiquei com medo de cair nas pedras (Ah, sim, TUDO aqui eh de pedra TUDO). Aih ele me deu a mao. Ele falava portugues, jah visitou o BR varias vezes e estava com saudade de falar portugues. Otimo. Viemos tagarelando de lah ateh Cuzco. Ele insistiu em parar nuns dois bares. Queria que eu provasse a Chicha (se le tchitcha) que eh uma aguardente feita de milho (Como tudo por aqui, tem milho ateh no cafeh da manha). Alem de cansada, por mais que ele fosse uma simpatia, eu nao ia parar num boteco com ele. Vai que o cara enche a cara de chicha e fica malucao? heuheuhuee
Disse que queria ir direto ao hotel. Fomos. Mas no caminho fomos parados 5 vezes pela policia rodoviaria. Tinham assaltado um posto de gasolina (conhecido como GRIFO por aqui, viu Carol?) e por isso tinha tanta batida policial.
Cheguei pregada. Banho e cama, afinal, no dia seguinte eu tinha que acordar cedo de novo pra pegar o bus pra Puno. Seriam 8 horas no bus (segundo o que me haviam dito) com paradas em museus e sitios arqueologicos.
Acordei cedinho, fechei a conta. Rosaline foi me buscar no hotel e me deixou no escritorio da cia de bus. Despachei as malas e fiquei aguardando numa poltrona do papai super confortavel, e aproveitei pra ler o que o meu guia de viagens fala sobre Puno. Mal terminei a primeira pagina sobre Puno e escuto: Olah, brasileira!
Que musica para os meus ouvidos ouvir um portugues de verdade.
Olhei e era um moco que sentou ao meu lado. Comecamos a bater um papo e logo anunciaram que meu bus sairia. Coincidentemente era o dele tb. Entramos e eu estava no lugar 12 e ele no 36. No entanto, do meu lado nao havia ninguem. Chamei o moco e fomos tagarelando muuuuuuuuuito o caminho todo.
Tagarelando muito ateh a hora em que ele me beijou! hueheuheuheuuhe
Eh, o moco, que se chama Alexandre, me deu uma beijoca.
Aih, paramos de falar um pouco hahahaha
Chegamos em Puno. A cidade eh PESSIMA! MEDO total disso aqui. Muito coisa de filme. Tudo caindo aos pedacos e o povo te olhando com cara de: nos vamos te matar! hauhauhaua
O moco me convidou pra jantar. Achei otimo, afinal, nessa cidade seria muito bom estar acompanhada. Alem do que, ele era uma boa cia.
Deixei o endereco do meu hotel com ele e fui encontrar meu receptivo. Que desta vez estava com a plaquinha escrito: REJANE DE JESUS. Hahaha cada placa eles escreviam uma coisa. Divertidissimo.
Bem, cheguei ao hotel que eh suuuuuuuuuuper duper de tao legal. Um quarto grande, com duas camas de casal, uma parede de vidro com vista pro lago Titicaca. Adorei!
Tomei banho, liguei pra mama, e fui ver um filme. Cochilei. Acordei com o telefone tocando e a mocinha da recepcao avisando que o Alex estava me esperando.
Fui ate a recepcao, encontrei o moco e fomos jantar.
Eu estava passando muito mal. Aqui sim eu senti o tal do mal da altitude. Caraca!
Sem ar total, dor de estomago e cabeca pesada. Muito mais seco que qq lugar, quase nao dormi durante a noite. Nariz seco, garganta seca. Afffff.
Acordei, tomei cafeh e fui pega pelo guia aqui no hotel. Pegamos mais umas pessoas e fomos ao Lago Titicaca.
Entramos no barco e fomos direto para as ilhas flutuantes. Conheci uns nativos super simpaticos, andei naquela balsa deles, que eh bem legal. O condutor era o Julio, que sabe falar seu nome em todas as linguas, inclusive em "brasileiro": JULINO! heuheuheue
Comprei uma miniatura da balsa e entao entramos no barco de novo. Fomos para Isla Taquile. Na saida das ilhas flutuantes, vejo uma igreja adventista. Aih o guia comeca a explicar o que eh a igreja adventista. Huehuehuee tive q me meter na explicacao, afinal, nao eh uma igreja protestante.
Depois, o povo nao parava de perguntar como a igreja adventista chegou ali.
Ai ai ai chegando neh! Humpf.
Na Isla Taquile, um parto de cocoras na montanha. 40 minutos de subida por pedras. Chegando lah em cima uma vista recompensante. E viva o carbogel!
Na descida, 532 degraus de pedras. Ninguem merece. Ainda bem que eu levei meu cajado advanced plus!
Bem, mais 3 horas no barco e cheguei agora. Exausta de novo.
Amanha, Alicia virah me buscar as 11:45 da matina para levar-me ao aeroporto de Juliaca, que eh uma cidade vizinha de Puno e consegue ser ainda mais feia, parando nas ruinas de Sillustani. Vou ver se faco umas fotos na volta. (na vinda eu estava ocupada demais neste trecho hahahaha).
De lah, pego um voo pra Lima, que chega em Lima por volta de 18:30.
Aih, eu fico mofando no aeroporto esperando meu voo pra SP, que sai as 1:30 da matina do domingo. (Horario do Peru. Aih no BR serao 3:30).
Well, eh isso.
Eu nao consegui baixar fotos nem nada. Tudo muito manco por aqui.
Chegando em casa jah baixo tudo e quando vcs forem me ver eu mostro!
Podem ir com muita paciencia, ok?
Hahahahaha
Beijos com saudades mil!!!!!!!!!
Gentem, tanta coisa pra fazer e tao cansada que nem consegui chegar perto do computador.
Vamos lah, de onde parei.
Quarta, o dia magico. Acordei 4 da matina e fui pra Machu Picchu!!!
Uma van me levou ateh a estacao de trem. Peguei o trem e lah vamos nos.
Mais argentinos do meu lado. Sinceramente, nao eh possivel que a Flavia goste tanto destes caras. Bonitos, sim, mas insuportaveis!!!!
Chegando em Aguas Calientes, que eh o povoado de onde se parte pra Machu Picchu, encontrei o guia e mais uma galera.
Pegamos um bus e subimos rumo a realizacao do meu sonho. Sentei no banco logo atras do motorista.
A estrada sobe demais em zig-zag e parece que nao acaba nunca. Mas do meio do caminho jah posso ver um pedaco da cidadela.
Meus olhos jah se enchem de lagrimas. Eu nao podia acreditar que estava tao perto!!!!!!!
Sobe, sobe, sobe, sobe, sobe. Chegamos. Desco do bus e aguardo as instrucoes do guia. De onde estamos, na entrada, nao dah pra ver nada nada nada.
Eu queria sair correndo e entrar. Mas aguardei todos.
Entramos e o guia explica que primeiro teriamos uma subida de 20 a 30 minutos, por um caminho de pedras, para entao fayer a volta na cidade inteira.
Subi. Super ingreme e com o efeito da altitude, jah estava com a lingua de fora. Mas desta vez, ao contrario de Ollantaytambo (do post anterior) eu levei meu carbogel. Dah-lhe carbogel e agua. Subi tudo. 3 metros de lingua de fora, pernas ardendo de tanto acido latico, e quando eu ergo a cabeca, no final da subida: lah estava ela. Do jeitinho que eu sempre vi nas fotos. A tao sonhada Machu Picchu.
Foi impossivel deter as lagrimas, como eh impossivel agora.
Algum de vcs jah realizou um sonho assim???
Eh indescritivel!!!!!
E desta vez eu nao estava vendo uma foto, um video, ouvindo alguem contar. EU ESTAVA LAH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Chorei como uma crianca. Sem pudores, sem medo do que pudessem pensar.
O guia ficou preocupado. Sentei numa pedra e chorei. Coisa boa! Sensacao inenarravel. Posso ficar aqui escrevendo horas e horas e nunca vou conseguir exprimir o que senti.
Dali continuamos o passeio por toda a cidadela. A cada portal, a cada janela, a cada altar, a cada comodo, eu lembrava do livro que criou este sonho em mim, A Princesa do Sol. E pensar que tantos como ela moraram ali, no mesmo lugar onde eu estava pisando centenas de anos depois.
Que felicidade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Foram horas lah dentro e pareceram segundos. Fiquei triste por ter que sair, mas SUPER realizada.
Desci de volta pra Aguas Calientes e fui almocar.
O garcom que me atendeu, perguntou se eu era do Brasil. Eu disse que sim, e entao ele comecou a falar em ingles comigo. Alguem explica?
Ele ficou tao confuso que me perguntou se a minha agua era 'with djelo' hauhauahauhauhau
Fui dar uma volta no mercado de artesanato que tem na cidade. Mais compras.
Fiquei num banco tomando sol e esperando o horario do meu trem, quando sentam duas senhoras japas do meu lado. Eu afastei um pouco pra que elas coubessem melhor, e entao uma delas me diz: FOTO, TOGETHER.
Hauhauhauahuahua
Elas estavam sentando ali pra tirar foto, e era comigo HAUHAUHAUA
Tirei foto com as japas.
Resolvi me mandar pra dentro da estacao, achei mais seguro, antes que a comunidade inteira de japas que estava por ali resolvesse tirar foto comigo.
Hora de embarcar. Entramos todos no trem, que serviu o lanche e depois apagou as luzes. O trem inteiro dormindo e de repente comeca uma musica andina. Eu abro o olho e tem um cara fantasiado de inca com uma lhama no pescoco assustando as pessoas. A luz acende e ele danca. Tirou uma gringa pra dancar, tirou foto com os japas. Uma beleza. Quando acabou o show, claro que estavam vendendo o cd da musica.
Em seguida, comeca um tuntz tum peruano, e PASMEM os comissarios do trem se transformaram em modelos, e desfilaram roupas de alpaca pelo trem HAHAHAHAHAHAHAHA
Foi dificil segurar pra nao rir. A modelete nao conseguia se equilibrar pra desfilar e quase caia em cima dos passageiros. O modelon conseguia andar bem e tinha um sorriso muito feliz no rosto, do tipo: hey, eu sou um modelon!
Chegamos em Ollanta e tinha ocorrido um blackout. Imaginem soh, descer numa estacao de trem que vc soh viu uma vez na vida e ter que encontrar o seu motorista no blackout. Detalhe: sem saber quem era o motorista hahahaha
Encontrei e fui caminhando com ele, mas o breu era tamanho que fiquei com medo de cair nas pedras (Ah, sim, TUDO aqui eh de pedra TUDO). Aih ele me deu a mao. Ele falava portugues, jah visitou o BR varias vezes e estava com saudade de falar portugues. Otimo. Viemos tagarelando de lah ateh Cuzco. Ele insistiu em parar nuns dois bares. Queria que eu provasse a Chicha (se le tchitcha) que eh uma aguardente feita de milho (Como tudo por aqui, tem milho ateh no cafeh da manha). Alem de cansada, por mais que ele fosse uma simpatia, eu nao ia parar num boteco com ele. Vai que o cara enche a cara de chicha e fica malucao? heuheuhuee
Disse que queria ir direto ao hotel. Fomos. Mas no caminho fomos parados 5 vezes pela policia rodoviaria. Tinham assaltado um posto de gasolina (conhecido como GRIFO por aqui, viu Carol?) e por isso tinha tanta batida policial.
Cheguei pregada. Banho e cama, afinal, no dia seguinte eu tinha que acordar cedo de novo pra pegar o bus pra Puno. Seriam 8 horas no bus (segundo o que me haviam dito) com paradas em museus e sitios arqueologicos.
Acordei cedinho, fechei a conta. Rosaline foi me buscar no hotel e me deixou no escritorio da cia de bus. Despachei as malas e fiquei aguardando numa poltrona do papai super confortavel, e aproveitei pra ler o que o meu guia de viagens fala sobre Puno. Mal terminei a primeira pagina sobre Puno e escuto: Olah, brasileira!
Que musica para os meus ouvidos ouvir um portugues de verdade.
Olhei e era um moco que sentou ao meu lado. Comecamos a bater um papo e logo anunciaram que meu bus sairia. Coincidentemente era o dele tb. Entramos e eu estava no lugar 12 e ele no 36. No entanto, do meu lado nao havia ninguem. Chamei o moco e fomos tagarelando muuuuuuuuuito o caminho todo.
Tagarelando muito ateh a hora em que ele me beijou! hueheuheuheuuhe
Eh, o moco, que se chama Alexandre, me deu uma beijoca.
Aih, paramos de falar um pouco hahahaha
Chegamos em Puno. A cidade eh PESSIMA! MEDO total disso aqui. Muito coisa de filme. Tudo caindo aos pedacos e o povo te olhando com cara de: nos vamos te matar! hauhauhaua
O moco me convidou pra jantar. Achei otimo, afinal, nessa cidade seria muito bom estar acompanhada. Alem do que, ele era uma boa cia.
Deixei o endereco do meu hotel com ele e fui encontrar meu receptivo. Que desta vez estava com a plaquinha escrito: REJANE DE JESUS. Hahaha cada placa eles escreviam uma coisa. Divertidissimo.
Bem, cheguei ao hotel que eh suuuuuuuuuuper duper de tao legal. Um quarto grande, com duas camas de casal, uma parede de vidro com vista pro lago Titicaca. Adorei!
Tomei banho, liguei pra mama, e fui ver um filme. Cochilei. Acordei com o telefone tocando e a mocinha da recepcao avisando que o Alex estava me esperando.
Fui ate a recepcao, encontrei o moco e fomos jantar.
Eu estava passando muito mal. Aqui sim eu senti o tal do mal da altitude. Caraca!
Sem ar total, dor de estomago e cabeca pesada. Muito mais seco que qq lugar, quase nao dormi durante a noite. Nariz seco, garganta seca. Afffff.
Acordei, tomei cafeh e fui pega pelo guia aqui no hotel. Pegamos mais umas pessoas e fomos ao Lago Titicaca.
Entramos no barco e fomos direto para as ilhas flutuantes. Conheci uns nativos super simpaticos, andei naquela balsa deles, que eh bem legal. O condutor era o Julio, que sabe falar seu nome em todas as linguas, inclusive em "brasileiro": JULINO! heuheuheue
Comprei uma miniatura da balsa e entao entramos no barco de novo. Fomos para Isla Taquile. Na saida das ilhas flutuantes, vejo uma igreja adventista. Aih o guia comeca a explicar o que eh a igreja adventista. Huehuehuee tive q me meter na explicacao, afinal, nao eh uma igreja protestante.
Depois, o povo nao parava de perguntar como a igreja adventista chegou ali.
Ai ai ai chegando neh! Humpf.
Na Isla Taquile, um parto de cocoras na montanha. 40 minutos de subida por pedras. Chegando lah em cima uma vista recompensante. E viva o carbogel!
Na descida, 532 degraus de pedras. Ninguem merece. Ainda bem que eu levei meu cajado advanced plus!
Bem, mais 3 horas no barco e cheguei agora. Exausta de novo.
Amanha, Alicia virah me buscar as 11:45 da matina para levar-me ao aeroporto de Juliaca, que eh uma cidade vizinha de Puno e consegue ser ainda mais feia, parando nas ruinas de Sillustani. Vou ver se faco umas fotos na volta. (na vinda eu estava ocupada demais neste trecho hahahaha).
De lah, pego um voo pra Lima, que chega em Lima por volta de 18:30.
Aih, eu fico mofando no aeroporto esperando meu voo pra SP, que sai as 1:30 da matina do domingo. (Horario do Peru. Aih no BR serao 3:30).
Well, eh isso.
Eu nao consegui baixar fotos nem nada. Tudo muito manco por aqui.
Chegando em casa jah baixo tudo e quando vcs forem me ver eu mostro!
Podem ir com muita paciencia, ok?
Hahahahaha
Beijos com saudades mil!!!!!!!!!
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